{"id":2583,"date":"2026-02-09T12:34:09","date_gmt":"2026-02-09T12:34:09","guid":{"rendered":"https:\/\/radiocomercial.cv\/?p=2583"},"modified":"2026-02-09T12:34:11","modified_gmt":"2026-02-09T12:34:11","slug":"ze-rui-de-pina-o-que-sou-hoje-e-gracas-a-musica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiocomercial.cv\/?p=2583","title":{"rendered":"Z\u00e9 Rui de Pina: \u201cO que sou hoje \u00e9 gra\u00e7as \u00e0 m\u00fasica\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Mais do que um m\u00fasico, Z\u00e9 Rui de Pina \u00e9 um agente cultural e social. Com novos temas a caminho, o artista fala do seu percurso, do impacto do projecto \u201cAbrasu Muzikal\u201d e do seu empenho na valoriza\u00e7\u00e3o da m\u00fasica cabo-verdiana. Al\u00e9m da m\u00fasica, Z\u00e9 Rui de Pina desenvolve projectos sociais, nomeadamente no apoio a alunos no acesso \u00e0 forma\u00e7\u00e3o superior. O m\u00fasico \u00e9 propriet\u00e1rio do espa\u00e7o Djeu View Residencial, na Cidade da Praia, onde alia turismo, gastronomia e m\u00fasica. Em entrevista ao Expresso das Ilhas, Z\u00e9 Rui de Pina fala do seu amor pela m\u00fasica e dos seus projectos sociais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Natural da Cidade da Praia, Z\u00e9 Rui de Pina iniciou-se na m\u00fasica aos 8 anos de idade. \u00c9 familiar de m\u00fasicos como Nh\u00f4 Djonzinho Alves, seu tio, e Kim Alves, Kaku Alves e T\u00f3 Alves, seus primos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesde os 8 anos que comecei na m\u00fasica. Somos uma fam\u00edlia de m\u00fasicos. Aos 15 anos fui para os Estados Unidos e, l\u00e1, participei em v\u00e1rios trabalhos, incluindo ter tocado com Norberto Tavares\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Z\u00e9 Rui de Pina afirma que a sua carreira musical se deve muito ao trabalho social que faz, porque associa o trabalho social ao art\u00edstico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Abrasu Muzikal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durante a pandemia, Z\u00e9 Rui criou o projecto social \u201cAbrasu Muzikal\u201d para ajudar colegas artistas que passavam por momentos dif\u00edceis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO \u2018Abrasu Muzikal\u2019 foi uma din\u00e2mica que ultrapassou as minhas expectativas. Fiz o projecto para ser pequeno, mas as coisas explodiram. Gra\u00e7as a Deus, fiz o meu papel e o \u2018Abrasu Muzikal\u2019 \u00e9 hoje uma marca minha\u201d, garante.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Z\u00e9 Rui de Pina, muitas pessoas ainda recordam o impacto do projecto, do qual fala com entusiasmo, mas tamb\u00e9m com alguma m\u00e1goa.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00fasico confessa que ficou triste por sentir que, apesar de todo o esfor\u00e7o feito, pouco mudou no seio da classe art\u00edstica. \u201cFomos os primeiros a parar e os \u00faltimos a retomar. Pensei que, com tudo isso, os artistas se iriam valorizar mais, mas infelizmente continuamos a tocar com a alma.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, o projecto \u201cAbrasu Muzikal\u201d continua, com o objectivo de apoiar artistas na produ\u00e7\u00e3o musical. \u201cVamos procurar artistas com talento que n\u00e3o t\u00eam meios para gravar e vamos produzir o seu trabalho.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Z\u00e9 Rui explica que a ideia \u00e9 fazer diferente, apesar da m\u00e1goa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 classe art\u00edstica. \u201cH\u00e1 pouco tempo cri\u00e1mos a Associa\u00e7\u00e3o dos Artistas de Santiago, cheg\u00e1mos \u00e0 vota\u00e7\u00e3o, elegemos um presidente e ele desapareceu, sem dar qualquer satisfa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o m\u00fasico, o grupo conseguiu chegar \u00e0 parte mais dif\u00edcil do processo, que foi a vota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCostumo dizer que, pela minha cultura, fa\u00e7o a minha parte at\u00e9 onde der. Quando n\u00e3o puder mais, digo: \u2018Agora, fiz a minha parte\u2019\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do est\u00fadio, Z\u00e9 Rui adianta que, no seu espa\u00e7o de m\u00fasica ao vivo, tem convidado artistas para actuarem, com o objectivo de ganharem visibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA partir dali, passam a ser conhecidos. Tenho recebido muito feedback positivo. Alguns artistas acabaram por assinar com grandes empresas depois de actuarem l\u00e1. S\u00f3 estou a fazer a minha parte\u201d, sublinha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>M\u00fasica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Z\u00e9 Rui assegura que a m\u00fasica \u00e9 a sua vida. \u201c\u00c9 mais f\u00e1cil perguntar o que seria de mim sem a m\u00fasica. A m\u00fasica est\u00e1 em mim desde crian\u00e7a. O que sou hoje \u00e9 gra\u00e7as \u00e0 m\u00fasica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00fasico revela que tem duas m\u00fasicas prontas para lan\u00e7amento este ano. \u201cTenho uma morna, um solo de cavaquinho, como quando tinha 10 anos, o primeiro instrumento que toquei. Muitas pessoas gostam de me ver tocar cavaquinho e nunca tinha feito um trabalho apenas com esse instrumento. Decidi que o pr\u00f3ximo trabalho seria um solo de cavaquinho, em vez de uma m\u00fasica cantada.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, tem duas can\u00e7\u00f5es j\u00e1 prontas e est\u00e1 a decidir qual lan\u00e7ar primeiro. Um dos temas poder\u00e1 sair no m\u00eas de Junho.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a sua carreira, descreve o momento como muito positivo. \u201cH\u00e1 tr\u00eas meses fui aos Estados Unidos, a convite de um museu de cabo-verdianos nascidos l\u00e1, onde dei um workshop sobre o cavaquinho e a m\u00fasica de Cabo Verde.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de n\u00e3o ter actuado em grandes palcos recentemente, garante que se mant\u00e9m activo. \u201cTenho tocado sobretudo na minha casa, no Djeu View Residencial, mas isso n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o goste de grandes palcos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Morna<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOra, hoje a morna \u00e9 patrim\u00f3nio e est\u00e1 no lugar onde sempre deveria estar. Para mim, a morna sempre foi patrim\u00f3nio\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o m\u00fasico, a morna toca a alma das pessoas. \u201cAinda ontem, a 20 de Janeiro, tive no meu espa\u00e7o um grupo de portugueses que foram l\u00e1 apenas para ouvir morna.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Z\u00e9 Rui destaca que todas as quartas-feiras promove a \u201cNoite de Morna\u201d no seu espa\u00e7o, como forma de contribuir para a valoriza\u00e7\u00e3o desse g\u00e9nero musical.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstou muito contente, porque sei que estou a fazer a minha parte. A morna merece m\u00e9rito. N\u00e3o basta ter o t\u00edtulo de patrim\u00f3nio da humanidade, \u00e9 preciso elev\u00e1-la e mostr\u00e1-la mais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Defende ainda que a morna deveria ser ensinada nas escolas, para que os alunos aprendam a escrev\u00ea-la e a compreend\u00ea-la melhor. \u201cComo artista, continuo a fazer a minha parte.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00fasico recorda que, recentemente, recebeu cerca de 24 senadores dos Estados Unidos da Am\u00e9rica, que foram acolhidos com batuque. \u201cExpliquei-lhes tudo sobre o batuque, at\u00e9 porque alguns s\u00e3o descendentes de cabo-verdianos. Isso tamb\u00e9m faz parte do turismo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Z\u00e9 Rui, Cabo Verde precisa de investir mais no turismo cultural. \u201cMuitas vezes, os turistas chegam e n\u00e3o encontram onde ouvir m\u00fasica, apesar de pensarem que aqui h\u00e1 m\u00fasica em todo o lado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Conta que, certa vez, recebeu um grupo de Israel e fez quest\u00e3o de tocar em v\u00e1rios locais para mostrar a diversidade musical do pa\u00eds. \u201cA nossa maior riqueza \u00e9 a cultura\u201d, frisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Pol\u00e9mica do dueto com Bana<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o pol\u00e9mico dueto in\u00e9dito com Bana, no tema \u201cAmor Sofredor\u201d, Z\u00e9 Rui afirma estar de consci\u00eancia tranquila.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstou confiante no que fiz. N\u00e3o sou pessoa de cometer erros desse tipo, sobretudo quando se trata de um artista do n\u00edvel de Bana\u201d, garante.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo explica, o dueto foi um pedido feito directamente a Bana. \u201cEle pr\u00f3prio disse que eu demorei a fazer esse pedido.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Z\u00e9 Rui esclarece que s\u00f3 lan\u00e7ou o tema agora por considerar que era o momento certo. \u201cQuando surgiu a reac\u00e7\u00e3o de uma advogada que diz representar a fam\u00edlia, tamb\u00e9m consultei os meus advogados, porque o Bana foi comigo ao est\u00fadio para gravarmos a m\u00fasica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Acrescenta que, se fosse uma m\u00fasica j\u00e1 gravada, poderia haver problemas, mas trata-se de uma obra in\u00e9dita, cuja letra Bana aprendeu para gravar.<\/p>\n\n\n\n<p>Afirma n\u00e3o se arrepender do lan\u00e7amento e garante que actuou com o consentimento do artista. At\u00e9 ao momento, diz ter recebido apenas uma mensagem a informar da inten\u00e7\u00e3o de levar o caso a tribunal e de retirar a m\u00fasica do YouTube.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o retirei a m\u00fasica e estou \u00e0 espera da notifica\u00e7\u00e3o do tribunal\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Z\u00e9 Rui lamenta a situa\u00e7\u00e3o, mas sublinha que a pol\u00e9mica tamb\u00e9m trouxe o nome de Bana de volta \u00e0 mem\u00f3ria colectiva. \u201cO Bana cantou Cabo Verde de A a Z e merece muito mais reconhecimento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Projectos sociais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da m\u00fasica, Z\u00e9 Rui desenvolve v\u00e1rios projectos sociais. Atrav\u00e9s da sua associa\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos, financia a forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria de alunos desde o primeiro ano at\u00e9 \u00e0 conclus\u00e3o do curso.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os anos, o m\u00fasico selecciona um aluno para apoiar no ensino superior. \u201cVisitamos as escolas, escolhemos alunos necessitados, mas com bom aproveitamento escolar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Z\u00e9 Rui de Pina \u00e9 ainda embaixador das Aldeias S.O.S. de Cabo Verde, uma associa\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0 protec\u00e7\u00e3o e acolhimento de crian\u00e7as.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"ZeRui dePina X Bana  Amor Sofredor\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eo2xwSbd7P0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais do que um m\u00fasico, Z\u00e9 Rui de Pina \u00e9 um agente cultural e social. 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