Zul Alves lança segundo álbum “Txon”, uma afirmação de identidade e raiz cabo-verdiana

A cantora cabo-verdiana Zul Alves tem já disponível nas plataformas digitais o seu segundo álbum intitulado “Txon”, um trabalho que marca uma fase de maturidade artística, ligada à tradição musical cabo-verdiana e aberta a novas abordagens sonoras.

O disco resulta do encontro entre a voz e o percurso artístico de Zul Alves e a direcção e produção musical de Mário Lúcio, uma das maiores referências da cultura cabo-verdiana.

Dessa colaboração nasce um álbum descrito como coeso, intenso e emotivo, onde a interpretação assume papel central na construção da narrativa musical, conforme explicou a cantora em comunicado enviado à Inforpress.

Com composições inéditas de Mário Lúcio, a cantora apropria-se da palavra e da melodia com profundidade, transformando cada tema num espaço de expressão pessoal, onde memória, afecto e identidade se cruzam.

As paisagens sonoras evocam a tradição, mas ganham contornos contemporâneos através de novas leituras e texturas.

Mais do que um simples registo fonográfico, “Txon” afirma-se como um momento de consolidação artística de Zul Alves, colocando a emoção, a verdade vocal e a força interpretativa no centro da experiência musical, lê-se no comunicado.

Segundo a artista, o álbum nasceu como uma travessia artística e sensorial, profundamente ligada às suas origens e à relação entre legado e contemporaneidade. 

“Txon” [Chão, em português], explica, representa raiz, base e horizonte, um lugar simbólico de memória, identidade e pertença, onde a sua expressão artística se torna inteira.

Zul Alves destaca ainda que o trabalho respeita as raízes da música tradicional cabo-verdiana, mas abre novos caminhos sonoros, explorando timbres e texturas.

O disco foi integralmente produzido em GarageBand, numa escolha que assume como parte da linguagem da sua geração, recorrendo a “ferramentas do quintal”.

A concepção do álbum nasceu da convivência artística com Mário Lúcio, por quem manifesta profunda admiração.

Cantar as suas composições inéditas é, para a intérprete, entrar num território de alma e memória, num gesto de continuidade, gratidão e reconhecimento da herança cultural cabo-verdiana.

A artista revela também que viveu o processo de criação do disco em paralelo com a descoberta de uma nova gravidez, experiência que associa simbolicamente ao caráter fértil e transformador do projecto, descrito como um manifesto de nascimento, sabedoria e amor.

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