
O Atlantic Music Expo (AME) regressa a 06 de Abril com 73 países representados entre artistas e cerca de 120 a 125 países entre delegados e profissionais, numa edição que se destaca pela forte presença de artistas nacionais.
A informação foi avançada hoje pelo director-geral do AME, Benito Lopes, durante a apresentação do evento, sublinhando que, este ano, 50 por cento (%) dos artistas seleccionados são cabo-verdianos, “a maioria já com estrada feita”, o que representa uma mudança significativa face às edições anteriores, tradicionalmente marcadas por maior presença de artistas emergentes.
A edição de 2026 arranca oficialmente no dia 06 de Abril, com a cerimónia de abertura no Auditório Nacional, precedida de conferências no Palácio. Como é habitual, o primeiro dia será dedicado à apresentação dos artistas, jornalistas, delegados, sociedade civil e parceiros.
Entre os destaques da programação está a participação de um representante do Rock in Rio, considerado um dos maiores eventos de música do mundo, cuja presença em Cabo Verde é apontada como um marco para o AME e para o sector musical nacional.
A programação inclui ainda “showcases”, conferências, workshops, “take case”, espectáculos na Pedonal e na Pracinha, além da já tradicional Feira da Música.
Os artistas nacionais são: Matos Trio, Ineida Moniz, Derrick Salomão, Batchart e Maya, Pol Back, Alicia Freitas, Eri Manuel, Mindela, Mark Delman, Voginha, Princezito, Fidju Kitxora e Percy.
E os internacionais: Aiza (Canadá), Maia Barouh (Japão), Kizaba (Congo/Canadá), Guchi (Nigeria), Faraula (Itália), Nara Couto (Brasil), Zale Seck (Senegal), Dois Pois (Aguéda Portugal), Rahsaan (Canadá), Sambaiana (Brasil), Julieta Cohen (França/Israel), Patche di Rima (Guiné-Bissau).
“Ficamos muito contentes que pela primeira vez no ano tivemos uma adesão de artistas já conceituados a aplicar na nossa plataforma e ser seleccionados”, disse o director.
Benito Lopes recordou que, na edição anterior, cinco artistas nacionais conseguiram internacionalizar as suas carreiras após participação no AME, vendendo os seus projectos além-fronteiras.
Segundo o responsável, o evento tem vindo a conquistar novos mercados, com presença recente em São Paulo, Japão, Marrocos, Nápoles e França, reforçando a visibilidade da música cabo-verdiana no circuito internacional.
Apesar dos resultados positivos, o director-geral reconheceu que os desafios financeiros continuam a ser o “calcanhar de Aquiles” do evento. O orçamento global desta 12.ª edição é de 24 mil contos.
Este ano, a organização assinou um protocolo com a Câmara Municipal da Praia no valor de cinco mil contos, um montante superior ao dos anos anteriores, considerado fundamental para reforçar a capacidade operacional do evento.
Questionado sobre a possibilidade de descentralizar o AME para outras ilhas, Benito Lopes admitiu que existe vontade, mas as limitações financeiras continuam a ser um entrave. Recordou uma edição realizada em São Vicente, que teve forte impacto, mas deixou dívidas que demoraram quatro anos a ser saldadas, avança à Inforpress.
A expectativa para esta edição é “boa”, sustentada no impacto alcançado no ano passado e no crescente reconhecimento internacional do AME como plataforma estratégica para a promoção da música de Cabo Verde.

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